sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MEIO SÉCULO DE VIDA - PARABÉNS MEU AMOR!

Acredito que nascemos já predestinados a encontrar nossa alma gêmea, ou não encontrar. Comigo foi tudo fantástico!
Quando menina, com apenas dez anos de idade, vi pela primeira vez o menino que um dia seria o meu marido. Início de fevereiro de 1974, corredor da Escola Monsenhor Seckler, vestida de uniforme: camisa branca (com bolsos bordados as iniciais da escola MS), saia cinza, cinto vermelho, meias brancas até o joelho e sapatos pretos. Era assim que eu deveria me apresentar todos os dias.
Comecei a conhecer novas pessoas, e conheci um grupo de meninos que vinham do sítio (São Pedro) para estudar. Entre eles estava o Miguel. Nunca falei com ele, meninas dificilmente falavam com meninos, mas sabíamos quem eram, da onde vinham, o que faziam! Ele entrou na sala da sétima série, enquanto eu na da quinta série!
No ano seguinte o encontrei no período da tarde. No final do ano mudei de escola. Não o vi mais! Em 1978 começei a estudar a noite, ainda na querida escola Monsenhor Seckler, eu estava no primeiro ano do ensino médio, antigo colegial, e ele também, só que em salas diferentes. Ainda nunca tínhamos falado um com o outro. Mas a presença dele era marcante!!!

No ínicio da década de 80 fiquei sabendo da atuação do Miguel nos grupos de jovens da cidade e também do idealismo que já era marca registrada daquele jovem e o destacava dos demais. Participei dos movimentos do TLC, do Grupo Rosa, mas quando não o encontrei mais, ele já havia saído para formar um novo grupo. Assim, mais uma vez não nos falamos.

Em 1985, no primeiro dia do novo horário de verão, domingo a tarde, após a missa das 18h, o encontrei subindo as escadas da igreja matriz que levava para a sala da reuniões do Grupo de Jovens da Matriz. Rosana já havia me convidado há algum tempo, mas aquele seria meu primeiro dia. Cheguei lá e ele estava aguardando para entrar, me comprimentou e disse: "Eu vim aqui hoje pela primeira vez" Eu respondi: "Eu também!".

Foi assim que nos falamos pela primeira vez, e assim começou nossa história. Estamos casados há vinte e um anos, e hoje estou feliz por ele completar meio século de vida. Sinto abençoada por Deus, por ele ter mandado alguém que tem nome de anjo e que para mim é um anjo que veio me acompanhar! Parabéns meu amor! Ti Amo!



Para mi eres un ángel
Que me viene a acompañar
Que bajo del cielo y su amor
Me quiso regalar
Para mi eres un día
Lleno de sol
Que le puso letra a mi vida
Con su corazón
Y esta canción pudo ser mejor
Pero no tengo palabras
Para poder decir te quiero
Te quiero, es mejor decir te quiero
Que nada
No habrá otro amor
Porque tu amor es el que solo quiero
No habrá otro amor
Por que ya no te iras
No habrá otro amor
Este es el verdadero
No habrá otro amor
En ningún lugar.
Para mi eres el sueño
Que no esperaba soñar
Que toda mi vida cambio sin preguntar
Para mi eres la alegría y la razón
Que lleno de amor mis dias
Y mi corazón
Y esta canción pudo ser mejor
Pero no tengo palabras
Para poder decir te quiero
Te quiero, es mejor decir te quiero
Que nada
No habrá otro amor
Porque tu amor es el que solo quiero
No habrá otro amor
Porque ya no te iras
No habrá otro amor
Este es el verdadero
No habrá otro amor
En ningún lugar

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Superando com as Músicas

A letra da música: "Como os nossos pais", faz com que pensemos demasiadamente na vida! Não que seja ruim viver como os nossos pais, aliás é um orgulho. Esta frase vem na mente quando filosofamos muito!
Quando jovens, certamente, muitos questionaram: meus avós viveram em plena segunda guerra mundial e nada fizeram para acabar com o holocausto! Meus pais eram adultos capazes em pleno regime militar e nada fizeram para mudar a repressão e o autoritarismo! Agora perguntamos, e nós, o que estamos fazendo para mudar as grandes injustiças presentes em nosso mundo contemporâneo? Nada! Continuamo sendo os mesmos e vivendo como nossos pais, avós, bisavós, etc......
O que faz as pessoas perderem a força de lutar? Idade? Não! Decepções ocorridas ao longo da vida? Sim. Quando ficamos mais velhos, já acumulamos perdas, decepções, traições e tudo isso nos torna mais cépticos, sem nenhuma vocação para heróis, mais adeptos daquela pasmaceira, que abominávamos há anos atrás do que a qualquer ação para salvar o mundo!!!
Entendemos as letras das músicas que cantávamos, com maior profundidade: "...ainda somos os mesmos e vivemos.....", "...ideologia, eu quero uma prá viver....", ".... o que foi feito da vida, o que foi feito do amor....". Perguntamos: "De que adiantou os grandes feitos da humanidade? foram realmente grandes feitos, quais consequencias tiveram? A Princesa Isabel libertou os escravos, mas os negros lutam por igualdade até hoje! Santos Dumont não sabia que sua invenção serviria como arma de guerra! Cristo veio ao mundo e o que fizeram com ele? Será que os fins justificam os meios?"
Pensando assim vem um mar de depressão que na verdade não ajuda em nada, só faz com que momentos preciosos de nossas vidas sejam desperdiçados!
Em meio a tudo isso, vem a poesia de Renato Russo em Perfeição: "....venha, meu coração está com pressa, quando a esperança está dispersa, só a verdade nos liberta, chega de maldade...." e o apelo de Raul Seixas " .....basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo....", ou ainda Milton Nascimento:".... mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter sonho, sempre....!
Temos momentos de fraquezas sim, mas quando caminhamos com "Fé", sabemos que "Quem traz na pele essa marca, possui a estranha mania de ter fé da vida". Essa marca é a "Esperança" que nos move sempre! Quem sabe um dia as pessoas deixarão de lado o egocentrismo, a maldade, a discórdia e pensarão no bem comum, de verdade!
Sempre a Música é nossa companheira, portanto saudamos com carinho em nossa Porto Feliz a "Semana da Música"!

sábado, 30 de outubro de 2010

ESCOLA "PROF. DOMINGOS DE MARCO" RECÉM INAUGURADA E JÁ COM MUITA HISTÓRIA!

Tenho um projeto que estou iniciando agora. Seu nome é "RELATOS DA EDUCAÇÃO DE PORTO FELIZ". Como já estou quase completando meio século de vida, tenho muitos relatos prontos para escrever, guardados em minha mente. Pretendo realizar um trabalho através de artigos, convidando outras pessoas para participarem com suas contribuições. Teremos um blog especial para isso, mas vou iniciar no meu próprio blog contando uma história recentemente vivida por mim. A escola mais nova do município será a primeira a fazer parte dos relatos, a EMEF "Prof Domingos de Marco".
Como é bom acompanhar todo o processo de criação de uma instituição e se identificar com ela. Desde outubro de 2008, quando ainda responsável pela então Diretoria de Educação e Cultura de Porto Feliz, idealizamos a escola do bairro Bepim.
Estava acontecendo um ato político para as eleições de prefeito e vereador na Praça 13 de maio no Jardim Excelsior, quando encontrei com o prefeito Cláudio Maffei e disse que precisava com urgência que ele assinasse o projeto de ampliação da EMEF Vereador Carlos Roberto de Oliveira, porque em 2010 não haveria mais como atender os alunos daquela região. Ele pediu para que eu pensasse um pouco e me perguntou: "_Construir outra escola mais próxima da Vila Progresso não é melhor?" Foi assim que abortei o processo de ampliação da EMEF Vereador!
Conhecendo muito bem a Vila Progresso e seus bairros adjacentes, por ter nascido e residido lá até os vinte e cinco anos de idade, achei que o prefeito tinha razão. Mas construir a escola onde?
No dia seguinte, acompanhada do meu marido e maior colaborador Prof. Miguel Arcanjo de Almeida, encontrei o então diretor de obras do município Everaldo Lisboa Monteiro e expliquei para ele a idéia do prefeito e que eu estava de acordo e que precisava apenas do local.
Everaldo como sempre batalhador, juntamente com o Miguel, sairam em busca do local e naquela mesma tarde já tinham encontrado duas áreas institucionais, uma no Bairro Bepim e outra na Vila Marteli, que unidas daria um espaço suficiente para abrigar o projeto.
Como já estava no fim do ano partimos para o projeto. No meu antigo local de trabalho, sentamos eu, Everaldo e o Miguel e passamos as informações para a empresa. Eu queria todos os espaços, salas suficientes para não sobrecarregar com muitos alunos cada sala, salas de apoio, sala de reuniões, biblioteca ampla e sala de informática também bastante ampla. O Miguel passou os detalhes do que chamou de "quadra-teatro" e o Everaldo deu inúmeras instruções técnicas.
A escola teria que esperar mais um tempo, pois a dotação existente era o suficiente somente para a construção da EMEF Profª. Zilda Tomé de Moraes no bairro Bambú. Noentando no início de 2009 os vereadores da oposição criaram problemas com o projeto da escola Zilda já no muro e teríamos que aguardar o processo para iniciar a construção, foi quando numa reunião com o prefeito eu disse:"_Eles nos deram um limão, vamos fazer uma limonada, vamos iniciar as obras da escola do Bepim!"
Foi assim que encaminhei o processo com o projeto já pronto para a licitação. Em meados de março de 2009 deixei a diretoria, mas o Miguel continuou o processo. Tudo que é burocrático demora muito, mas já em meados de 2009 o prefeito encaminhou o projeto de lei criando a escola e dando a ela o nome de "EMEF Professor Domingos de Marco".
Prof. Domingos de Marco, foi uma pessoa que trabalhou pela educação do município, foi professor, diretor de escola, supervisor de ensino e diretor de educação e cultura , seu nome foi aprovado por unanimidade.
Começamos a organizar a escola burocraticamente. Eu como diretora substituta da EMEF Zilda, acumulei a direção das duas escolas a partir de setembro, respondendo também pela EMEF Domingos. Assim veio a remoção com um corpo docente maravilhoso e eu junto, é claro, queria meu lugar efetivo lá!. Vieram os ingressantes e a relação dos alunos que lá seriam matriculados.
Já estávamos no segundo semestre de 2009, quando percebemos que a escola não ficaria pronta e ano letivo não espera, tem dia para começar e dia para terminar. Foi então que num ato de competência o Prof. Miguel Arcanjo, encontrou uma solução para o problema.
A central de alimentos teria que sair do prédio onde estava para resolver alguns problemas técnicos existentes no local. Lá já havia funcionado, a diretoria de educação e cultura, a escola do Sesi, assim era só adaptar o espaço com uma reforma e transportar os alunos diariamente. Quis o destino que as nossas atividades iniciassem no lugar onde Prof. Domingos exerceu a função de diretor de educação e cultura.
Foi uma loucura, a empresa entregou a obra faltando apenas 14 horas para a chegada dos alunos. Mas conseguimos organizar o local. Enquanto isso a sede da escola estava em processo de construção.
Dia 11 de fevereiro chegaram os alunos, 310 ao todo. Chegaram também os professores contratados e os funcionários.
Permanecemos na sede provisória até o dia vinte e cinco de setembro de 2010, tivemos problemas com o transporte e quando mudamos para a sede permanente encontramos lá algumas deficiências que brevemente seriam resolvidas.
Fizemos história na nossa antiga sede, mas a sede nova é muito linda. Assim nossos alunos estão felizes e gostam da sua escola.
Numa explosão de alegria rosa e preto no dia 28 de outubro, uma tarde ensolarada como nunca vi antes, contando com a presença da família do Prof. Domingos de Marco, com o Prefeito Claudio Maffei e autoridades, com dois ex-prefeitos Prof. Erval Steiner e Prof. Luíz Antônio de Carvalho Neto, e com muitos amigos ilustres do Prof. Domingos, realizamos a inauguração da nossa escola.
Estamos muito felizes, estamos agora contruindo um projeto pedagógico dos sonhos de todos os educadores. Pedimos a Deus que nos proteja hoje e sempre e que de lá saiam homens e mulheres dignos e honestos com a tarefa de tornar nossa Porto Feliz o melhor lugar do mundo!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DENISE, UMA PESSOA ESPECIAL!

Parece mentira, mas você se foi, deixando um vazio e uma saudade muito grande para todos nós.
Tenho muito orgulho de lhe chamar de prima. Ambas somos descendentes de uma família a qual você não carregava, e eu não carrego o sobrenome, família Razera. Minha avó Maria, a qual eu citei na minha postagem anterior, era irmã da sua mãe Rosalina, mas nós temos a mesma idade, isto porque antigamente quando os pais tinham seus filhos mais novos, os filhos mais velhos já estavam gerando seus primeiros filhos. Assim eu sou mais velha, 8 meses, o suficiente para crescermos juntas.
Uma das primeiras recordações que tenho da minha infância é minha avó Maria consturando e eu colando nas gavetas da sua máquina duas figurinhas, uma era uma menina moreninha de cabelos curtos e com um olhar bastante tímido a outra uma menina loira de cabelos compridos e bastante extrovertida, eu dizia "Vó sou eu e a Denise!
Foi uma infância cheia de brincadeiras, eu me alegrava quando sabia que você iria chegar, para a gente brincar, mas ao mesmo tempo temia porque você era bastante "bagunceira" e depois que você ia embora, "sobrava pra mim, responder pela bagunça". Mas não tinha problema, sua alegria e nossas brincadeiras compensavam tudo!
Me recordo de quando acabamos com a horta da minha avó Maria para fazer comidinha para a boneca e quando brincávamos de tobogã escorregando num tapete na escada que ligava a casa da minha avó com a casa da minha tia, quando você prometia que não iria "bater foguinho" se eu aceitasse pular corda, mas batia e eu caia ou ainda quando almoçavámos no quintal da casa do Nôno em Tietê, isto porque a família era tão grande, que para as crianças só tinha lugar no quintal, sentados no chão!
O tempo passou e veio a adolescência, 1976, 1977 e nós queríamos ir passear. Passávamos o domingo todo nos produzindo para a noite, após a missa poder passear na praça. Me recordo das minhas tentativas em vão para tentar pintar suas unhas e deixá-las bonitas, era impossível você tinha o costume de roer unhas!!! Era muito bom e acima de tudo muito divertido nossos passeios!
A menina tímida perdeu a timides e a extrovertida se tornou responsável. Eu gostava de estudar e segui outros caminhos e você dizia... eu não gosto de estudar... essas coisas não entram na minha cabeça...! Ficamos um pouco mais distantes no nosso dia-a-dia, mas sempre juntas nos momentos de alegria quando havia festa na família, aniversários, casamentos e nas tristezas também, quando os mais velhos partiam!
Fui sua madrinha de casamento e naquele dia começei a namorar o Miguel definitivamente! Você também foi minha madrinha de casamento e nas fotos aparece grávida da sua segunda filha Karina.
Quatro dias antes da sua partida conversamos muito, você me contou os últimos acontecimentos, falamos sobre a vida, as alegrias e angústias, sobre nossos medos e projetos futuros. Sempre alegre e atenciosa com os mais velhos, você me ajudou a levar minha mãe até o carro. Foi o último sorriso!
Não pude acreditar no que ouvi pelo telefone no sábado 4 de setembro aproximadamente as 22h40, minhas pernas, mãos, braços amoleceram e no me coração se instalou uma dôr. Você tinha sido vítima da imprudência e da irresponsabilidade do ser humano, daquele que bebe e dirige e daqueles que não sinalizam corretamente a fim de evitar acidentes.
Agora não dá para voltar no tempo e mudar aquele instante fatal, resta apenas sua lembrança e a certeza de que você está num lugar muito lindo, como as rosas que dedico nesta mensagem. Pessoas como você, são poucas Denise e costumam partir cedo demais, mas quem somos nós para questionar a vontade de Deus!
Descance em paz!

sábado, 31 de julho de 2010

OS 90 ANOS DA MINHA AVÓ MARIA



Seu nome era Maria, Maria Luíza, mas para mim simplesmente minha avó. Uma senhora gordinha simpática, de pele branca rosada, ela era também a minha madrinha!
 Sua vida foi como a de muitas pessoas que viveram na sua época, filha de italianos legítimos, nasceu em Tietê em 25 de agosto de 1920, teve oito irmãos, estudou até o segundo ano do curso primário, o suficiente para aprender a ler, escrever e efetuar as quatro operações básicas. Casou-se com o meu avô Ademar, um mestiço filho de alemão com afrodescendente. Teve três filhas, minha mãe Terezinha, hoje com 68 anos, minha tia Guiomar que cometeu suicídio com 21 anos de idade e minha tia Aide, hoje com 64 anos.
 Segundo contam, meu avô Ademar, era um boêmio, que vivia a vida de forma um tanto irresponsável, o que lhe causou muitos aborrecimentos. Chegou a faltar até mesmo o que comer em sua casa, mas ela enfrentou tudo calada e sobreviveu adotando estratégias de planejamento as quais nenhum dos cursos de gestão que participei em toda a minha vida me ensinou.
 Recordo-me dos seus modos, da sua organização e principalmente do planejamento que fazia com a alimentação para nunca faltar, coisa que ela não precisava fazer mais quando convivi com ela, pois os tempos eram outros. Quando chegava a compra do mês, entregue pela cooperativa da usina, ela contava quantas canequinhas de arroz havia e as dividia pelo número de dias que faltavam para chegar a próxima compra. O pacote de banha era dividido em trinta partes, assim como todo restante da compra. Segundo ela nós deveríamos aprender a viver com o que tínhamos e não nos endividar!
 Com roupas de adultos que não servia mais, ou que haviam desgastado em alguma parte, ela costurava roupinhas para seus netos. Fazia vestidinhos lindos para mim e nunca deixava de fazer para minha prima Denise.
 Eu ficava o tempo todo com ela. Minha mãe não tinha muito tempo para mim, porque meu irmão Ademar, três anos mais novo do que eu era muito doente e merecia toda a sua atenção. Com ela aprendi a importância da bondade, do caráter, de fazer as coisas certas. Com ela aprendi a ser quem eu sou.
 Nossa convivência foi curta, apenas onze anos, mas nas minhas lembranças apenas três ou quatro anos. Ela foi para junto de Deus muito cedo, trazendo a primeira grande dor da minha vida, mas o seu legado deixou marcas profundas na minha personalidade. Dela eu herdei muita coisa, meu jeito de ser, a forma de conduzir minhas atividades domésticas, aprendi a tricotar, crochetar, organizar as coisas e principalmente planejar!
 Num dia desses, percebi que até a maquiagem que uso é a mesma que ela usava: pó de arroz, brush e batom e nada mais! Sobrancelhas e olhos naturais, sem nenhuma maquiagem. O modo discreto de se vestir, sem nunca chamar a atenção é outra coisa comum entre nós duas.
 Faltavam três dias para ela completar cinquenta e quatro anos quando sua vida se findou. Chorei e sofri demais, foi muito difícil para mim aquele agosto de 1974, quando o sino da igreja matriz tocou as duas da tarde e ela foi levada de volta para Tietê, para sempre!
 Hoje, se ela estivesse viva estaríamos em festa, pois dona Maria estaria completando noventa anos de idade! Gostaria de poder conversar com ela, falar de mim, da vida, enfim, dizer, te amo e sempre te amarei!
 Fica uma lição: não importa que sua vida seja simples, não importa o fato de você já ter partido há muitos anos, o que importa é o legado que você deixa para aqueles que conviveram com você!!!!
 Vó.... Te amo!!!!!


quarta-feira, 21 de julho de 2010

INSUBSTITUÍVEL


Insubstituível
Esta mensagem é para uma pessoal insubstituível. Eu a admiro muito pelo seu talento profissional e em homenagem a ela resolvi postar em meu blog. Trabalhamos quatro, ou seja cinco anos juntas e tenho muitas saudades. Por uma série de motivos não vou citar seu nome!
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível" .
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim.
-E Beethoven ?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.....
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis. Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências' .
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível" Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito. ..".
É bom para refletir e se valorizar!