sábado, 23 de abril de 2011

FELIZ PÁSCOA

PÁSCOA É O MOMENTO DE CELEBRAR A VITÓRIA DA VIDA

A VITÓRIA DO BEM

A VITÓRIA DA DIGNIDADE

A VITÓRIA DA PAZ

A VITÓRIA DO AMOR

QUE JESUS ESTEJA NO SEU LAR HOJE E SEMPRE LHE TRAZENDO TODAS AS VITÓRIAS

UM FELIZ E SANTO DOMINGO DE PÁSCOA

É O QUE DESEJAMOS A VOCÊ E TODOS OS SEUS!

MIGUEL ARCANJO e SIMONE

quarta-feira, 20 de abril de 2011

REFLEXÕES DE OUTONO

Se você sente seu coração triste e magoado!
Se em seus pensamentos vê apenas uma nuvem negra ao pensar no amanhã.
Saiba que tudo pode ser diferente,
Nada é para sempre, nem o bem, nem o mal.
Existem saídas e são muitas, basta compreendermos,
Que o caminho pode ser longo ou curto, depende de cada um;
Não podemos ter pressa, é preciso ter calma, deixar as coisas acontecerem;
É preciso discernir o que não está bem e ter coragem e vontade de melhorar;
Recuperar a auto-estima, reconhecer que aquilo que outrora era importante, hoje ocupa um lugar de destaque no álbum das decepções e o que antes era insignificante, hoje importa, e como importa...!
Se cuidar, comer bem, dormir bem, impor-lhe seus próprios limites;
Buscar alternativas, mesmo que no primeiro momento pareçam absurdas;
Enfrentar os primeiros momentos, trabalhar para isso, se organizar;
Ter coragem de quebrar paradigmas, virar a própria mesa;
Testar sentimentos, provocar a mais profunda das depressões, pois só assim saberá o que importa ou não e até onde seus limites alcaçam com segurança;
Reconhecer que ninguém ou nada é o centro do Universo. O Universo é demasiadamente grande para alguém ter tantas pretensões;
Provar da rebeldia, arriscar, encarar o perigo, não ter medo, tudo para defender suas idéias, saiba que a adrenalina do momento é ótima!
Apaixonar pelo que antes parecia horrível, o céu ficará mais azul e o sol brilhará com maior intensidade;
Curtir cada ser humano que Deus colocar em seu caminho.
Encarar todos como criação divina e procurar ver suas virtudes, provar o que cada um tem de melhor. Importar com seus semelhantes e ajudá-los a realizar seus sonhos!
Procurar minimizar os defeitos das pessoas, todos nós temos um ou mais...
Depois de tudo, você sentirá que sua vida ficará melhor.
Viver é isso e nós seres humanos temos a habilidade de nos adaptarmos ao novo;
Capacidade para entendermos que um vaso quando quebra, mesmo colando seus pedacinhos, ele não será mais o mesmo.
O amor é a base de tudo, só ele pode nos devolver a paz, a vontade de viver e a felicidade!

domingo, 17 de abril de 2011

UMA BRINCADEIRA COM MAIS DE MIL ACESSOS

Durante a semana que passou, meu blog completou mil acessos. No início, dezembro de 2009, foi apenas uma brincadeira porque eu nem sabia usar um blog de forma adequada, parecia mais umas mensagens do twitter.

Sempre gostei de escrever, mas meu Português é ruim. Tenho dificuldades porque quando era criança, segundo ano primário com sete aninhos, me expressei mal e fui ridicularizada em sala de aula. Fiz uma redação onde escrevi: "Era uma vez, uma vaquinha amarrom". O "amarrom" custou gozações por parte de colegas e da professora. Para mim "amarrom" era um amarelo mais forte e eu escrevia assim!

Comecei odiar a disciplina de Língua Portuguesa e me apaixonei definitivamente pela Matemática, que futuramente acabou sendo minha profissão. Durante toda minha passagem pela Educação Básica minhas notas em Língua Portuguesa nunca foram tão boas, giravam em torno de sete ou oito, o suficiente para ser aprovada. Na faculdade então, como meu curso era de Matemática, só fiz cálculos.

Mas sempre gostei de ler, escrever, criar meus textos, tenho histórias completas em minha mente, que se um dia eu tiver tempo de escrever é possível ser transformadas em livros e são bem menos fantasiosas do que as da Stephenie Meyer. Na faculdade eu tinha mais afinidade com os alunos da turma de Letras do que de Exatas.

Eu amo meu blog porque é através desse espaço que consigo transmitir minhas idéias, externar meus sentimentos e homenagear algumas pessoas importantes para mim. A brincadeira passou a ser uma forma de comunicação com as pessoas. Muitos já me disseram: li seu blog e fazem seus comentários.

Ainda falta homenagear muita gente e quero continuar escrevendo, mesmo com os erros de Português, que tento diminuir a cada postagem.

Ler é bom, escrever é melhor ainda e completar mil acessos é demais!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tragédia no Rio - Educação ou Ensino?


Hoje de manhã ao voltar da escola, fui surpreendida com as notícias sobre a tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira no Rio de Janeiro. Como estou de férias da minha outra escola, acompanhei o dia todo, com uma imensa dor no coração, os noticiários sobre o desfecho da tragédia que vitimou muitas crianças, com idade média de treze anos. Coloquei-me no lugar do diretor daquela escola e desesperei só em pensar. Pior ainda foi pensar como a família de uma das vítimas.

Será que a tragédia poderia ter sido evitada? Sim, não...talvéz! No primeiro momento me perguntei: como deixaram um estranho entrar na escola? Vieram as justificativas, o assassino era ex-aluno, nunca deu problemas na escola. Em plena comemoração dos seus quarenta anos, motivo pelo qual a instituição estava promovendo palestras o assassino se apresentou como um palestrante. Portanto não existem outros culpados.

O noticiário da noite, já tentando desvendar os mistérios que motivou a tragédia investigou um pouco mais a história de vida do ex-aluno. Como já disse: na escola ele nunca dera problemas, um ex-companheiro de sala disse que ouviu sua voz apenas umas três vezes durante todo o tempo que haviam estudado juntos e que há alguns dias atrás tinha visto o ex-colega de sala sentado olhando fixamente para a escola. Sua vida era um tanto estranha, não tinha convivência social, segundo relatos ficava apenas na internet.

Com toda certeza premeditou o crime, deixou uma carta estranha e destruiu possíveis provas, inclusive seu computador estava todo queimado. Segundo informações ele era filho adotivo, perdera a mãe de criação há dois anos e sua mãe biológica tinha problemas psicológicos. Segundo um familiar ele dizia que gostaria de destruir prédios como ocorrera nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001.

Voltando a pergunta inicial: a tragédia poderia ter sido evitada? Após todas as informações, acho que sim, desde que as ações tivessem ocorrido há muitos anos atrás. Não é normal uma criança muito introvertida, algumas com o tempo se abrem, outras levam consigo o problema para o resto da vida.

Fui uma criança introvertida, muito tímida. Na minha infância o padrão de altura não era o de Gisele Büdchen, sendo assim, sofri bullying, por conta da minha altura. Alguns anos foi bom ir à escola, mas alguns anos, quando eu não encontrei uma amiga legal, ir à escola foi um tédio, uma tristeza inexplicável. Hoje eu entendo que eu sofria de complexo de inferioridade, que uma psicóloga que trabalhasse minha auto-estima resolveria o problema rapidinho. Mas graças a Deus, sozinha, venci a timidez e hoje me relaciono muito bem com as pessoas, mas nem todos reagem assim!

Trabalhar o bullying é algo imprescindível nos dias de hoje, mas acho que só isso não basta. Nós professores estamos o tempo todo empenhados em ensinar e não temos tempo para tratar de outros assuntos com nossos alunos. Damos graças a Deus quando aparece um aluno "quietinho", como o assassino e muitas vezes nem lembramos o nome desse aluno, por ele não nos dar trabalho.

Toda criança tem que ser alegre, feliz, ter sonhos. Se isso não acontecer algo está errado. A infância é o momento certo para entrar em cena os psicopedagogos, psicólogos, assistentes sociais a fim de realizar um trabalho com a criança que apresenta muita tristeza, vive melancólica e não têm amigos. Trabalhando a criança, futuramente não teremos um adulto desequilibrado.

Se eu não conhecesse como funciona o financiamento da educação, talvés estivesse culpando os secretários de educação por não colocar nas escolas uma equipe de apoio composta com tais profissionais, inclusive por profissionais da área de segurança. Hoje, na rede municipal, temos psicólogos, na minha escola tem uma excelente psicóloga, porém vai apenas uma vez por semana, quando precisaríamos dela todos os dias. Mas ela tem que atender outras escolas, pois são apenas três ou quatro psicólogos para toda a rede de ensino.

Há alguns anos atrás, quando eu dirigia a educação municipal, fui surpreendida com um parecer do tribunal de contas, dando o pagamento das psicólogas como investimento não permitido na educação.

Quem escreve as leis, se preocupa bastante com fórmulas para evitar desvio de verbas da educação, proíbe uma série de investimentos, tanto que os tribunais não usam termos como investimentos em educação, usam gastos com o ensino, mostrando um excesso de pragmatismo no processo educacional. Proibem todos os tipos de investimentos sociais e em segurança, sem terem a experiência de quem está dentro da escola, achando que educação é só ensinar conteúdo, mais nada!

Que o ocorrido, sirva para uma ampla reflexão com todos os envolvidos no processo educacional e quem sabe ocorram algumas mudanças significativas. Que os legisladores legislem ouvindo aqueles que estão no dia-a-dia das escolas e que prefeitos e governadores saibam investir os recursos de forma adequada e responsável para que não sejam necessárias tantas proibições, como a contratação de uma equipe de apoio, pois só assim formaremos crianças plenamente felizes, que jamais cometerão massacres como o de hoje!

quarta-feira, 30 de março de 2011

ESCOLA MONSENHOR SECKLER - 61 ANOS


Sete horas da manhã de hoje, cheguei na Escola Monsenhor Seckler, onde todos os dias ministro a primeira e segunda aulas e como sempre encontrei meus companheiros de todos os dias, os professores da escola.

Um deles disse: "hoje é dia de festa, nossa escola está fazendo 61 anos" e os demais colegas reagiram de forma positiva mostrando que também estavam lembrando do dia, como lembramos do aniversário de uma pessoa da família.

Pude perceber o brilho nos olhos de cada um, principalmente daqueles que estavam lá em 30 de março de 2000, quando a escola completou 50 anos, um brilho que na verdade expressa uma uma paixão! Começamos recordar com alegria a história que escrevemos e nos sentimos felizes pela história que estamos ajudando a escrever. Não me contive, cheguei na sala de aula e comentei com os alunos, que dia era hoje!

Acho que pelo menos em três postagens anteriores já contei minha história de amor com a escola, pois ela faz parte da minha vida. Foi lá que fiz parte do antigo ginasial, o ensino médio, foi lá que iniciei a minha carreira, foi lá que conheci o Miguel e hoje, após vinte e cinco anos de profissão, lá é meu porto seguro. Cheguei lá aos onze anos de idade e de idas e vindas, fui viver minhas aventuras profissionais, mas a escola é como uma mãe que me acolhe quando volto!

Estou vivendo uma experiência fascinante neste ano, trabalhando com os alunos dos Termos (Antigo Supletivo) e estou sentindo uma enorme realização profissional. Me sinto em plenitude ao ensinar Matemática para esses alunos.

Parabéns Monsenhor Seckler, Porto Feliz te ama!

domingo, 27 de março de 2011

Não aguento mais ouvir a famosa frase: "O professor precisa mudar sua prática pedagógica"

A ilustração da minha postagem é bastante interessante no ponto de vista do relacionamento da família com a escola, mas não é o tema que pretendo tratar aqui.

Tenho pensado muito durante toda semana, num tema que parece não sumir dos programas de formação continuada da educação. Só nesta semana eu ouvi nas duas escolas que trabalho durante reuniões pedagógicas a famosa frase: "O professor precisa mudar sua prática pedagógica".

Seria normal, se não fizesse vinte e cinco anos que ouço a mesma coisa. O tempo passou, se assistirmos um filme produzido em 1986, vamos ver a diferença no modo de vestir, nos cabelos, nos acessórios e até mesmo o cenário tem que ser outro, desprovido de celulares e computadores.

Para o professor as salas de aulas que são oferecidas para ministrar suas aulas são as mesmas, o aspecto das salas que dou aulas é igual a de 1974, quando eu era aluna, desculpe, está pior, porque naquela época tínhamos sistema de som dentro das salas e hoje nem isso temos.

Os materias oferecidos são: giz, lousa e agora uns caderninhos vindos do governo do estado, que para quem conhece Matemática, sabe que além de serem desprovidos de didática e lógica, não servem para nada!

Tem sala de informática sim, mas com burocracia para usar e rotineiramente com os computadores quebrados. Softwares e formação adequada para cada fim não existe.

Então porque o professor é cobrado desta forma, como se ele fosse o único culpado pelo fracasso escolar existente nos dias de hoje? Acabei de falar mais uma mentira "fracasso escolar existente nos dias de hoje". É bom lembrarmos que no passado não havia fracasso escolar, porém mais da metade das crianças ficavam fora da escola. Que maravilha de educação era aquela que excluia!

Voltando à reflexão sobre mudanças, já vi muitos projetos serem implantados e extintos, principalmente na rede estadual. Sou do tempo da escola padrão, das salas ambientes oferecidas apenas para dois ou três professores, do tempo do construtivismo mal interpretado por quem se propunha a multiplicar os conhecimentos da teoria, enfim, vi muita coisa dar errado. Faz um longo tempo que o mesmo partido governa o estado, contudo, cada novo secretário de educação chega com um projeto diferente, dizendo em alto e bom tom "agora vamos mudar a educação". Só que nada mudou, nem nada vai mudar. Não estou sendo pessimista e sim realista.

A culpa não é nossa, diferentemente do que eles pensam, não somos nós resistentes às mudanças, se fosse assim eu não estaria escrevendo aqui, no meu blog! A culpa é de quem não muda o aspecto da sala de aula, não oferece novas ferramentas para serem usadas sem burocracias nem agendamentos, o mínimo necessário de materiais que permaneçam nas salas, número de alunos reduzidos dando especial atenção aos casos de inclusão, apoio no caso de haver indisciplina e outras ações necessárias. Mas nem uma mísera sala ambiente para termos nosso próprio espaço temos, quanto mais o resto!

Então porque os responsáveis pelas formações não mudam esta frase infeliz? Deveriam primeiro pensar na estrutura que não é oferecida e cobrar dos gestores, depois ao invés de usar a palavra "mudar", usar "acrescentar" não para mudar e sim para implementar sua prática pedagógica. Só oferecendo no minímo o que citei acima é que poderemos cobrar ações.

Acredito que os "formadores" também não sabem o que fazer, nem o que falar, razão pela qual a famosa frase decorada: "o professor precisa mudar sua prática pedagógica" resiste ao passar do tempo, e é a predileta de governos e gestores que não sabem o que fazer.

sábado, 5 de março de 2011

CARNAVAL...SER FELIZ, NÃO É PECADO!

Embora não participe mais dos bailes de carnaval e nem do carnaval de rua, ainda gosto desses momentos, primeiro por ganhar uns dias de descanso e também porque é interessante ver a alegria do povo.
Há tempos atrás minha participação era intensa, como a foto que ilustra este texto: desfile dos Acadêmicos da Barra em 1982 com o tema "O Circo do Zé Bodoque", eu estava na ala das ciganas.
Já desfilei na Escola de Samba Acadêmicos da Barra, Sociedade Recreativa Monções, Banda do Mé, Trem Vermelho e acredito que em mais alguma agremiação que nem me lembro.
Na minha juventude energia era o que não faltava. Eu conseguia desfilar em um bloco, em seguida em uma agremiação maior e ainda esperar o dia clarear no Clube Recreativo. Tudo isso com muita responsabilidade é claro.
Meus pais nunca proibiram minhas diversões, mas acompanhavam tudo de perto. Acho que é isso que está faltando para os jovens de hoje, família unida com objetivo de fazer o melhor possível por seus filhos.
Hoje gosto muito de acompanhar o enredo das escolas, sempre contam uma história e aprendemos um pouco mais. Gosto de ver o carnaval de rua, que este ano promete, pois a coordenação de eventos do município está nas mãos da Daiane, extremamente competente.
Aproveito o tempo também para colocar ordem em algumas coisas, ler, ver filmes, descansar e atualizar meu blog, que está carente de mim, devido a tantos compromissos que assumi este ano.
Desejo a todos um feliz Carnaval e aproveitem bastante da forma mais deliciosa possível, da forma que seu coração mandar. O tempo passa, não inverta a ordem das coisas, se jovem haja como jovem, se adulto haja como adulto.
Respeito muito aqueles que escolhem como opção o retiro espiritual, mas brincar carnaval não é pecado e nem vai mudar a integridade ou respeito que uma pessoa possa ter em sua vida, desde que brinque com responsabilidade. Felicidade vem de Deus, ser feliz não é pecado!