sábado, 21 de janeiro de 2012

PROFESSORES DO ESTADO, MAIS UMA VEZ LUDIBRIADOS!

Força e inteligência são atitudes que todos os governo gostam de demonstrar para impor respeito ou intimidar, principalmente os funcionários públicos, mais especificamente os professores. Não estou dizendo aqui que os governos erram em 100% dos casos, mas o que vi ontem foi uma prova de que dizer que educação é prioridade está apenas no discurso.
Em 2008 com a aprovação da lei 11738 que norteia a construção dos planos de carreira e estatuto do magistério, um dos principais pontos debatidos foi o artigo 4º que versa sobre o emprego dos 2/3 da jornada de trabalho com o aluno e o outro 1/3 para realização de reuniões pedagógicas, preparação de aulas, correção de provas e demais atividades extra-classe. Na época estados e municípios entraram na justiça dizendo que não tinham condições financeiras para cumpri - lá, até que no início do ano passado o Supremo Tribunal Federal determinou seu cumprimento imediato.
Passou um ano e todos estavam aguardando a nova tabela de hora/aula, hora em trabalho pedagógico e hora livre. Até que minutos antes da atribuição das aulas para o ano de 2012 chegou o documento com as orientações e segundo a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a tabela proposta cumpria rigorosamente a lei.
Certamente orientados por matemáticos do setor empresarial, conseguiram através da transformação de hora/aula para hora/relógio, provar que eles já estavam cumprindo a lei e que a diferença era de apenas uma aula. Cálculo certíssimo que nenhum matemático encontrará erros. Ou seja, trocou seis por meia dúzia!
Assim os quase duzentos mil professores da rede estadual de São Paulo, esperançosos em ter melhores condições de trabalho a partir de 2012 foram surpreendidos com esse “Golpe do Estado”, que provavelmente será copiado pelos demais estados e pelas prefeituras do país todo, agradecidos e abençoando a bela fórmula do governo Alckmin.
São inteligentes os nossos governantes? Não, incompetentes e irresponsáveis! Perderam a oportunidade de tentar resgatar um pouco da dignidade dessa categoria que há muito tempo vem sofrendo com o descaso.
Na década de 80 quando eu ainda era estudante, li um livro intitulado “Virando a própria mesa” do Ricardo Semler e desde então percebi que aqueles que trabalham felizes, sua produtividade é muito maior. Infelizmente parece que nem todos pensam assim e adoraram exercitar diariamente a prática de “irritar” seus subalternos.
Estou comentando o fato porque chamou muito a minha atenção. Num país onde milhões "vão para o ralo" através da corrupção, ficar criando fórmulas para ludibriar professores é no mínimo absurdo!
Não sei os reflexos de tudo isso, acredito que a maioria ainda não tomou conhecimento da situação, só sei que a Educação é a única forma de mudança da sociedade e a arma para vencer essa guerra está nas mãos dos professores.



PS: Costumo escrever sobre os fatos que acontecem ao meu redor e dar minhas opiniões. O que aconteceu ontem não me afetou em nada, aliás estou muito feliz e agradecida com o trabalho que me foi designado para o ano de 2012. Ocorre que algumas pessoas dizem que quando defendo os professores estou "olhando para o próprio umbigo". De forma alguma, quando eu acho que nós professores falhamos também costumo comentar. A Educação é meu universo, eu não poderia debater sobre outra coisa, concordam?



sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal, o dia mais perfeito do ano!

Quando criança, meus pais me ensinaram que o Natal é o maior dia do ano, que trabalhamos o ano todo e que nesse dia tudo deve estar perfeito. Com eles realmente tudo ficava perfeito, nossa casa, os presentes, o presépio, a decoração, a árvore de natal, a roupa nova, o almoço de natal, a alegria que se instalava em nós, enfim, Sr. Ibraim e Dona Terezinha sempre foram perfeitos e faziam isso muito bem!
O tempo passou, eu não sou perfeita como eles, as coisas não são tão perfeitas assim. Minha casa não está linda como ficava a casa da minha mãe, presentes eu comprei para minha família e algumas pessoas que gosto muito.

Não encontrei o presépio, que pena, depois de 48 anos não vou ver os olhinhos do menino Jesus que acompanha nossa família há mais de 50 anos, isso porque minha mãe guardou o presépio em algum lugar que eu não encontrei e como ela está com dificuldades na memória, não me atrevi a perguntar. Não tenho uma árvore e nem sequer uma decoração!

Não comprei nenhuma peça de roupa nova para mim, quase não saio de casa. A ceia de natal nunca existiu, minha família tradicionalmente faz almoço e não ceia, mas o almoço não será como os outros anos, minha mãe tem suas limitações e certamente não poderá participar como nos anos anteriores.

Mas apesar de estar em casa só eu o Miguel e minha Mãe, estou feliz por estar aqui com eles e a alegria do Natal está presente em minha casa e eu estou agradecida ao Senhor por tudo!

Seja qual for a situação, lembre-se, a alegria do nascimento de Jesus deverá ser maior do que tudo e o dia de Natal continua sim, sendo o dia mais perfeito do ano!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

DETALHES DA SEMANA MONSENHOR SECKLER

AS REDES SOCIAIS É UM INSTRUMENTO MUITO IMPORTANTE NO AVANÇO DAS DISCUSSÕES POLÊMICAS NOS DIAS ATUAIS. ATRAVÉS DELA ORGANIZAMOS EVENTOS, TECEMOS OPINIÕES E TODOS OS "CONECTADOS" PARTICIPAM, OBTENDO INFORMAÇÃO DO QUE ACONTECE NA SUA CIDADE, INTERAGINDO TORNANDO TUDO MAIS INTERESSANTE. ASSIM ESTÁ ACONTECENDO TAMBÉM AQUI EM PORTO FELIZ. NOS ÚLTIMOS DIAS ESTUDANTES MOBILIZARAM UM GRANDE NÚMERO DE PESSOAS EM TORNO DO TEMA "EXTINÇÃO DA ESCOLA MONSENHOR SECKLER" E "EDUCAÇÃO" DE FORMA MAIS AMPLA. ALGUNS COMENTÁRIOS QUE TIVE A OPORTUNIDADE DE LER OU OUVIR, MERECEM DESTAQUE:


NINGUÉM É CONTRA A MELHORIA DA ESCOLA. SOMOS CONTRA A FORMA QUE AS COISAS ESTÃO SENDO FEITAS. SE HOUVESSE UMA DISCUSSÃO EM QUE PARTES DO PROJETO PUDESSEM SER NEGOCIADAS CERTAMENTE O CONSELHO DE ESCOLA RECEBERIA O PROJETO COM MUITA ALEGRIA;


QUE OS PROFESSORES ESTARIAM DEFENDENDO SEUS EMPREGOS. VAMOS SER SINCEROS, QUEM NÃO DEFENDERIA SEU EMPREGO? NÃO TEM NEM COMENTÁRIOS É UMA QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA;


QUE OS PROFESSORES MANIPULARAM OS ALUNOS. HOJE NINGUÉM MANIPULA NINGUÉM, OS ALUNOS POSSUEM MOTIVOS DE SOBRA PARA NÃO QUEREREM FICAR NA ESCOLA O DIA TODO, MESMO PORQUE JÁ PASSSARAM POR UM PROJETO PARECIDO E NADA DEU CERTO NA ÉPOCA;


QUE OS ALUNOS SAÍRAM NA PASSEATA COM CARTAZES CONTENDO ERROS DE ORTOGRAFIA! É CLARO QUE ELES DEVERIAM TER TIDO MAIS CUIDADO, OU SE UM PROFESSOR TIVESSE VISTO, PODERIA TER AVISADO. OCORRE QUE A MANIFESTAÇÃO FOI ORGANIZADA POR ALUNOS E SE ELES SOUBESSEM ESCREVER CORRETAMENTE NÃO SERIAM ALUNOS, ENTÃO DEVEMOS VER O ESFORÇO DELES COM OUTROS OLHOS E NÃO BUSCAR OS ERROS ORTOGRÁFICOS PARA MINIMIZAR UM ESFORÇO INTENSO POR PARTE DOS JOVENS;


QUE A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO ESTÁ PÉSSIMA. CONCORDO QUE A EDUCAÇÃO TEM QUE MELHORAR, MAS QUEM DESEJA COMPARAR O QUE ACONTECE HOJE COM VINTE E CINCO ANOS ATRÁS NÃO ESTÁ BEM INFORMADO. QUANDO INICIEI MINHA CARREIRA EM 1986 LEVEI UM "CHOQUE". EU TINHA 25 AULAS POR SEMANA A NOITE, NA ESCOLA MONSENHOR SECKLER, E SÓ MINISTRAVA 12. ISSO PORQUE OS ALUNOS IAM EMBORA PARA CASA TODOS OS DIAS APÓS O RECREIO E NAS SEXTAS NÃO COMPARECIAM. EU COMO TODA A INICIANTE QUERIA MINISTRAR MINHAS AULAS, MAS NÃO CONSEGUIA. CONCLUSÃO: O ENSINO NÃO ERA TÃO BOM ASSIM;


ALGUMAS PESSOAS PARTIRAM PARA A QUESTÃO PARTIDÁRIA PT/PSDB. NINGUÉM ESTÁ DEBATENDO POLÍTICAS EDUCACIONAIS PARTIDÁRIAS. O QUE EU DISSE NO MEU BLOG É UMA VERDADE, EM VINTE E CINCO ANOS SEMPRE FOI O MESMO GRUPO QUE GOVERNOU SÃO PAULO E OS PROJETOS NUNCA DURARAM MAIS DO QUE DOIS OU TRÊS ANOS;


ALGUMAS PESSOAS APROVEITARAM A SITUAÇÃO DA MONSENHOR SECKLER PARA FALAR MAL DO SISTEMA APOSTILADO DA PREFEITURA. PARA QUEM NÃO SABE A PREFEITURA DE PORTO FELIZ USA O SISTEMA NAME-COC. QUANDO DECIDIMOS POR ADQUIRIR APOSTILAS FOI PORQUE PRECISÁVAMOS DE UMA DIRETRIZ DE TRABALHO A QUAL NUNCA ENGESSOU NINGUÉM. TIVE A OPORTUNIDADE DE ESTAR EM SALA DE AULA NA REDE MUNICIPAL UM ANO ANTES DE IR PARA A DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E O QUE EU VI, ME LEVOU A APOIAR INTEIRAMENTE O PROJETO. O ENGRAÇADO É QUE QUEM FALA MAL DAS APOSTILAS TEM OS FILHOS ESTUDANDO OU JÁ ESTUDARAM EM COLÉGIOS PARTICULARES ONDE USAM APOSTILAS. SE AS APOSTILAS FOSSEM TÃO RUINS ASSIM, PORQUE OS COLÉGIOS PARTICULARES ADOTAM?


DIZ UM DITADO: "NÃO BASTA TOMAR BANHO, TEM QUE USAR PERFUME TAMBÉM". MUITAS PESSOAS CRITICARAM A SITUAÇÃO ATUAL DA ESCOLA MONSENHOR SECKLER, DEFENDENDO AS MUDANÇAS. ALGUMAS DISSERAM ASSIM: "_ A ESCOLA ESTÁ RUIM, CADÊ A FANFARRA?". PARA QUEM NÃO SABE A ESCOLA MONSENHOR SECKLER TEVE UMA FANFARRA VENCEDORA DE TODOS OS CAMPEONATOS REALIZADOS PELA DIRETORIA DE ENSINO DA REGIÃO DE ITU, TEVE UM GRUPO DE TEATRO BI-CAMPEÃO REGIONAL, REALIZAVA FESTAS TEMÁTICAS, REALIZOU O CONCURSO DE MISS E MISTER ESTUDANTIL PORTO FELIZ POR VÁRIOS ANOS, ENFIM, TINHA DESTAQUE MUNICIPAL. OCORRE QUE TUDO ISSO ACABOU E PARA OS OLHOS DA COMUNIDADE SÃO ESSAS COISAS QUE CONTAM NA HORA DE AVALIAR A SITUAÇÃO DA ESCOLA;


ALGUNS POLÍTICOS DISSERAM ASSIM: "ENTREI EM CONTATO COM A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E ELES DISSERAM QUE O PROJETO É BOM". É CLARO QUE IRIAM DIZER ISSO, QUEM TRABALHA NA SECRETARIA GERALMENTE É CARGO DE CONFIANÇA E NÃO VAI FALAR MAL DO PROJETO DE FORMA ALGUMA. TIVE A OPORTUNIDADE DE VISITAR A SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DIVERSAS VEZES, ONDE CONSTATEI QUE OS FUNCIONÁRIOS, NA MAIORIA PROFESSORES, NÃO QUEREM PERDER SEUS POSTOS DE TRABALHO LÁ POR NADA!


ALGUNS EX-ALUNOS, QUE SAÍRAM NÃO MUITO SATISFEITOS COM A ESCOLA POR NÃO APRESENTAREM UM COMPORTAMENTO EXEMPLAR, APROVEITARAM A SITUAÇÃO PARA FALAR MAL DA INSTITUIÇÃO. QUANDO LÁ ERAM ALUNOS ALÉM DE NÃO APRENDEREM, NÃO DEIXAVAM QUE OS OUTROS QUE ESTAVAM INTERESSADOS APRENDESSEM;


AINDA NÃO TEMOS UMA CONCLUSÃO PARA O IMPASSE. ESPERAMOS QUE LOGO TUDO SEJA RESOLVIDO DA MELHOR FORMA POSSÍVEL.

sábado, 22 de outubro de 2011

COMUNIDADE MONSENHOR SECKLER SE MOBILIZA

Nos últimos dias estamos vivendo momentos decisivos e importantes para o destino da Escola Monsenhor Seckler. Fundada em março de 1950 a escola formou a maioria dos porto-felicenses e está guardada nos corações das pessoas.
Dizem que "quem vive de passado é museu" e que "devemos estar aberto ao novo", concordo com tudo isso, mas para dar espaço ao novo é preciso que tenhámos confiança naquilo que está por vir, o que não acontece com os projetos para a educação do governo do estado de São Paulo. Na minha última postagem elenquei algumas das inúmeras mudanças propostas que não duraram nada, isso porque elas sobrevivem somente a gestão do secretário(a), muda-se, e os projetos são outros, infelizmente. Isso ocorre em todas as esferas (federal, estadual e municipal), porque cada um quer mudar a história da Educação e acha que sempre possui uma fórmula perfeita.

Voltando ao Monsenhor Seckler, acredito que o projeto não dará certo porque a escola não possui a estrutura necessária para o que estão tentando fazer e fatalmente após dois anos, que é o tempo de durabilidade de todo o projeto, ficará abandonada e seu prédio deteriorando com o tempo, como já aconteceu com inúmeros espaços importantíssimos em Porto Feliz, que acabaram em nada!

Quando houve a municipalização de algumas escolas as mesmas e toda sua comunidade saíram ganhando em estrutura, materiais e seus professores efetivos não perderam nada com isso, porém a história aqui é outra, segundo recentes informações os professores seriam todos deslocados a Escola Pedro Fernandes, os excedentes para a Cel. Eugênio (Bambú) e assim por diante. Certamente quem sai é quem tem menos tempo de serviço, assim "mexeria" com a vida de quase todos os professores da rede estadual que trabalham no município!

O que entristece é saber que algumas pessoas, mesmo sabendo dos riscos e que simplesmente a questão da estrutura basta para o fracasso do projeto, apoiam o projeto e dizem que o ensino tem má qualidade. Concordo que o ensino precisa melhorar, mas, Educação é compromisso de todos. Será que enquanto profissional da educação eu estou fazendo a minha parte? Será que enquanto aluno eu cumpri o meu papel, ou simplesmente "baguncei" as aulas tirando até o direito dos meus colegas de aprenderem?

Importante é que várias reuniões já aconteceram, os alunos estão mobilizando um protesto para segunda-feira às 12 horas. Pais, alunos, professores e comunidade escolar, estarão presentes na sessão de câmara do dia 25, terça-feira onde o ex-vereador e professor da Escola Monsenhor Seckler Prof. Miguel Arcanjo ocupará a tribuna livre para sensibilizar a classe política, enfim as ações estão acontecendo.

Vamos torcer para que tudo ocorra da melhor forma possível!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

DIGA NÃO A EXTINÇÃO DA ESCOLA MONSENHOR SECKLER

Hoje a tarde recebi uma notícia que me deixou "sem chão", querem extinguir a escola Monsenhor Seckler, para no lugar colocar um projeto piloto de centro de referência, ou escola em tempo integral, não sei bem qual nome chamarão o projeto.
Ocorre que, além da "extinção" da escola, ou seja, o fato de ela deixar de existir, todas as pessoas ligadas a ela serão removidas ex-ofício, para onde só Deus sabe e para onde forem, por serem professores com muito tempo de serviço, vão prejudicar os outros professores que provavelmente perderão as aulas das suas respectivas escolas. Seus alunos serão obrigados a estudar em "tempo integral" e para isso virão professores que ninguém sabe quem são, a única coisa que sabemos é que não terão vínculo com a escola.
Vejam bem, segundo pesquisa que fiz hoje na internet, apenas 18 escolas do estado todo passarão por esse processo, sendo 4 na grande São Paulo e 14 do interior.
Os projetos do Governo do Estado não são seguros, afinal, para mim que completei 25 anos de rede estadual no dia 06 de agosto já vi, desde o governo do falecido Franco Montoro, muitos projetos virem, não durarem nem dois anos e acabarem em nada! Pior ainda é saber que sempre foi o mesmo grupo, antes MDB, depois PMDB, PSDB que governa o estado e mesmo assim não possuem uma política consistente para a educação.
Quando cheguei em 1985 falava-se de um tal de Projeto Ipê, de lá para cá já veio o Ciclo Básico, a Escola Padrão, o Construtivismo mal explicado, as Salas Ambientes, as Escolas Coloridas do tempo da Rose, os projetos de Protagonismo Juvenil do Chalita, as recentes ETI- escolas em tempo integral fracassadas, Escola da Família,.....quem confia no Governo do Estado, depois de ver 25 anos de projetos fracassados?
Se quiserem uma verdadeira escola em tempo integral é simples, construam uma que tenha espaços adequados para isso, o que não é o caso da Monsenhor Seckler. Se não sabem como fazer, basta assistir HIGH SCHOOL MUSICAL e ver o modelo de escola necessário para o período integral, onde existem verdadeiros espaços de aprendizagem para a permanência do aluno na escola o dia todo.
Construam escola, não tirem a nossa. O estado tem orçamento sobrando para isso.
Imploro a todos os porto-felicenses, que passaram por lá como eu e que amam aquela escola, não vamos deixar que ela se acabe assim. Não somos cobaias para fazerem testes com a minha, a sua, a nossa Monsenhor Seckler....

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Educação tem solução?




Manchete principal do jornal Folha de São Paulo de hoje 14/09/2011: “MEC PROPÕE ANO ESCOLAR COM 220 DIAS DE AULAS”, imagine só os comentários feitos pelo meu marido. Ainda não eram sete horas da manhã e ele com o jornal na mão já estava irritado com a infeliz proposta do MEC.
Ouvimos todos os dias comentários dizendo que a Educação não está dando certo. A mídia consegue inculcar nas pessoas um quadro catastrófico, onde o principal responsável é o professor.
Alguém me perguntou: “Você acha que existe uma saída para resolver o problema da Educação?” Respondi: “Após respirar Educação por toda a minha vida, tenho certeza que sim se todos os envolvidos no processo tiverem Compromisso e Responsabilidade. A Educação é como o corpo humano, onde todos os órgãos e sistemas têm que estar funcionando bem, caso um não esteja, compromete todo o bem estar da pessoa.
O ato de promover a Educação começa com os governantes. É preciso muito discernimento para que os investimentos sejam feitos de forma correta. A Educação é o maior orçamento dos governos, e o mais visado por aqueles que querem “ganhar dinheiro”, portanto se os governantes não conhecerem as reais necessidades, estarão propensos a cometer erros que prejudicará todo o restante do processo.
Nas diretorias de ensino e secretarias de educação é preciso que os gestores administrativos e pedagógicos estejam comprometidos com a qualidade da educação e que trabalhem com muita garra e responsabilidade, que estejam apaixonados pelo o que estão fazendo, para as escolas terem o apoio necessário para que um bom trabalho seja feito. Infelizmente, muitas vezes encontramos pessoas despreparadas ocupando funções onde não sabem o que fazer.
Na escola é que o processo educacional é efetivado, além da necessidade do apoio, a escola precisa que a equipe gestora faça da escola a continuidade da sua casa. Que tenha compromisso e vise o bem, principalmente do aluno. Os gestores não podem medir esforços para que sua escola seja a melhor possível, devem estar sempre comprometido em melhorar a sala de aula para os alunos e professores. Porém vemos gestores que não fazem seu trabalho da forma que deveriam, pensam apenas no seu bem estar.
O professor é o mais importante do processo. Ele tem que estar envolvido com a escola e seus alunos, tem que gostar muito do que faz e dar o melhor de si sempre. Encontramos professores dedicados e extremamente apaixonados por aquilo que fazem, professores que se preocupam com seus alunos e querem de verdade o melhor para eles.
Por outro lado vemos duas situações complicadas, de um lado a desvalorização da profissão que se arrasta por décadas, fazendo que o magistério seja a profissão tida como aquela que nenhum jovem deseja, porque além dos baixos salários, existe um descaso e um desrespeito muito grande. De outro lado a situação faz com que existam poucos professores e que as redes não consigam selecionar os melhores e ainda, encontramos muitos que estando desprovido de profissão resolveram “virar professores” de péssima qualidade que chegam em sala de aula apenas para “enrolar os alunos”.
A escola também depende de seus funcionários para o bom andamento. É preciso que todos façam tudo com muito amor e carinho e não meçam esforços para que a escola esteja sempre bem organizada, bem limpinha, a merenda esteja gostosa, atenda bem as pessoas, enfim os funcionários também são educadores.
O principal ator do processo ensino-aprendizagem, o aluno, precisa ser responsável e fazer sua parte. A Educação foi universalizada no final do século passado e com isso a escola pública não pode mais “selecionar” seus alunos. Alguns alunos não aprenderam em casa a tratar a todos com cordialidade e conviver em sociedade e trazem inúmeros problemas para a escola. É preciso que os alunos entendam seu papel.
A Família também deveria ter uma grande responsabilidade. Conhecemos muitos pais extremamente responsáveis que colocam a educação de seus filhos acima de tudo e isso não está ligado a condição social. Contudo estamos vivendo a década da irresponsabilidade familiar. Conhecemos pais que abandonam seus filhos a sorte e não se importam com sua vida escolar e pior ainda, temos aqueles que querem ver seus filhos na escola apenas para receber os recursos do Programa Bolsa Família e não por quererem um futuro melhor para eles.
Enfim, não adianta aumentar dias letivos, diminuir férias em janeiro, colocar o aluno em tempo integral na escola e outras idéias fantásticas que saem dos gabinetes dos gestores do alto escalão dos governos. A receita é simples demais, tratar a todos com muita humanidade e carinho e acima de tudo não esquecer do Compromisso e da Responsabilidade DE TODOS....

domingo, 11 de setembro de 2011

A mensagem de Deus para o dia de hoje!

As lembranças daquela tarde de domingo não sairam da minha mente o dia todo. Eu e mais umas sete ou oito mulheres, não me recordo, partimos para uma residencia rural. Tínhamos algo em comum, éramos companheiras de turma da oitava série que se formou em 1977 na Escola Prof. Pedro Fernandes de Camargo, aqui em Porto Feliz.

Não me recordo o ano, mas deveria ser 2001, 2002 ou até 2003. Nosso objetivo era encontrar uma outra companheira de turma, que estava doente.

Ao chegar naquela humilde casa na zona rural, bastante parecida com a imagem que ilustrei a postagem, encontrei a mesma Vera da infância, alegre como sempre, apesar da pele muito "branca", diferente daquele tom avermelhado, até suas sardas sumiram! Tinha um certo cansaço ao falar. Depois de tantos anos, mais de vinte e cinco, ela me disse: "Simone, tenho certeza que você se tornou professora!"

Passamos a tarde toda fazendo companhia para ela. Estavam presentes também, seu marido, meio ao longe e quatro filhos, quatro crianças muito lindas. A menina mais velha, uns catorze anos, era linda como uma princesa, apesar dos trajes simples.

Eles enfrentavam dificuldades, além da doença da Vera, que sabíamos era incurável, ela sofria muita dor e o pior de tudo, a situação financeira não era fácil, tanto que levamos remédio e alimentos para ela.

Mesmo diante de tantos problemas a casa estava toda arrumadinha, suas filhas zelosas cuidavam de tudo. Elas até fizeram um café delicioso para nós. Mesmo naqueles terríveis momentos pareciam não perder a fé e louvar ao Senhor.

Pouco tempo depois soube que ela havia partido para a casa de Deus e certamente está lá, pois com sua bondade tamanha não lhe cabe outro lugar.

Mas porque esses pensamentos o dia todo? Eu sei, porque foi Deus que os inculcou na minha mente, para que eu possa fazer um paralelo com os problemas que eu estou enfrentando e perceber que diferente de tudo que a Vera e sua família enfrentou, os meus problemas são bem menores, porque temos perspectivas de cura, podemos comprar comida e os medicamentos necessários e temos outras facilidades que eles não tinham.

A mensagem de Deus para o dia de hoje é a seguinte: Antes de achar que você é a pessoa mais infeliz do mundo, olhe ao lado, consulte suas lembranças e se informe sobre o sofrimento dos outros. No final você saíra agradecendo a Deus e feliz, pedindo perdão por seus momentos de dúvidas!